United Magazines
 
Arte/Cultura
Envie para um amigo Imprimir

Homenagem aos 60 anos do Museu de Arte Moderna, o MAM


O museu mais charmoso de São Paulo completa 60 anos em julho de 2008 com uma estrutura sólida e uma agenda intensa


Por Laura Wie

Fundado em 15 de julho de 1948 por Cicillo Matarazzo com obras de sua coleção particular, o MAM foi concebido como o primeiro museu de arte moderna da América Latina. Em 1963, porém, seu acervo foi doado à USP e começaram os esforços para a reconstituição da coleção. No ano de 1969 é criado o Panorama da Arte Brasileira, que, ao apresentar periodicamente a produção artística contemporânea realizada no país, também tem reconstruído, neste período de quase 40 anos, o acervo da instituição.
Foi a partir de 1995, entretanto, que o MAM sofre uma transfiguração: Milú Villela assume a presidência do museu, modernizando e adequando suas instalações aos padrões internacionais de climatização, segurança e conservação de obras. A reforma do prédio trouxe ainda uma nova sala para exposições, um restaurante e um auditório para palestras, cursos e exibições de filmes. Foi nesse período que se desenvolve o setor educativo e se incrementa a biblioteca do MAM. Atualmente, a coleção do Museu de Arte Moderna possui cerca de 5 mil obras, que privilegiam a arte nacional. No decorrer de 2008, duas mostras internacionais são especialmente esperadas: em abril, um recorte do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, por conta das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa; no segundo semestre, uma retrospectiva da obra do grande artista conceitual Marcel Duchamp. O curador Felipe Chaimovich é responsável pelas aquisições, doações, cronograma das exposições e política do museu.


Felipe, qual é a principal proposta do museu?

Ser um local de encontro de cultura contemporânea, essencialmente artes visuais, mas também arquitetura, design, e na medida do possível, moda. E ser um pólo que gera a consciência do que é cultura contemporânea e dinamiza a cidade.


O que você visa quando escolhe uma obra para o acervo?

Criar uma coleção de arte brasileira que dialogue com as questões internacionais, de forma a projetar a coleção do MAM internacionalmente sempre que se pensa em arte brasileira contemporânea. Precisamos estar dentro de um debate internacional que parte do reconhecimento do que seja a produção nacional. Daí a importância estratégica fundamental do Panorama (da Arte Brasileira), convidando sempre curadores diferentes pra mapearem o país e darem uma interpretação do que é a produção contemporânea de ponta no Brasil.

O que o MAM procura transmitir para o público, além de conhecimento, informação e entretenimento?

A pessoa que vem ao MAM vai ter um diálogo com a produção de arte do século XX, com a produção que nos traz até a contemporaneidade. Então é um modo de entender o que é essa arte e também modificar a experiência estética do público. Acho que um museu de arte contemporânea tem este impacto único. O visitante que vem aqui vai ter muitos preconceitos quebrados, questionados, e são experiências estéticas não apenas visuais, mas também gustativas, sonoras, táteis, dinâmicas, promovidas também pelo educativo do MAM, por palestras, filmes, fashion week, biblioteca. Tem muitas frentes de dinamização. A quebra das expectativas estéticas, sobretudo, é uma diretriz, é uma missão.

E como você espera que público reaja a essas diretriz?

Relacionando-se com a obra de arte e com o espaço museológico, rompendo o preconceito de passividade e de repressão física. O visitante do MAM pode conversar, fazer atividade, desenhar, deitar no chão: tudo acontece na sala de exposição. Há uma tentativa constante de romper com a idéia de que o museu é um palácio, um templo, então muitas vezes o público reage de maneira inesperada. No Panorama de 2005, quem entrasse gritando "eu sei o que é arte contemporânea!", ganharia
R$ 1,50 de desconto. O MAM tem a tentativa de romper com o distanciamento elegante.

Como funciona o cronograma de exposições?

A idéia é sempre mostrar o acervo o ano todo. O cronograma é composto com o auxílio de um Conselho Consultivo - para um diálogo com pessoas que têm opiniões diferentes. Neste momento, o conselho é composto por Anna Teresa Fabris, Lisette Lagnado e Luiz Camillo Osório. São visões bastante diferentes de arte, de missão de museu, são pessoas que tem informação riquíssima. É sempre este diálogo que vai gerando a composição do cronograma de sete a dez exposições anuais, incluindo as mostras internacionais.

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>

 
Go Where :: Arte/Cultura :: ed 78 - 2009
14 Obras de Arte Imperdíveis em São Paulo
Go Where :: Festas :: ed 78 - 2009
Dancing Queens
Go Where :: Automóvel :: ed 78 - 2009
Raros & Caros

e:\home\gowhere\Web\include\dinamico\din_materia_relacionada\materia_relacionada_100661.asp
+ da Redação


Novidades semanais, conteúdo exclusivo e atualizado para você acessar.



Plástica e Beleza :: Gente :: ed 106 - 2009
Ela é Puro Êxtase!
Plástica e Beleza :: Beleza & Cosméticos :: ed 106 - 2009
Pílulas da beleza
Go Where Gastronomia :: Alta Gastronomia :: ed 32 - 2009
Novos Grandes chefs
Plástica e Beleza :: Edições Anteriores :: ed 0
Edições Anteriores




United Magaziness
Barco Turismo Moda Hotelaria Especiais Colunistas
ContentStuff - Gerenciamente de Conteúdo | CMS