 Global Express
Jato executivo Global Express é o novo sonho de consumo Por Celso Arnaldo Araujo
Nos céus, além dos aviões de carreira, não há nada parecido. O Global Express - agora na versão XRS, que vai ainda mais longe - é o mais suntuoso, moderno, veloz e potente avião executivo já projetado. Encanta e impressiona pelo tamanho, pela modernidade, refinamento, elegância, extremo conforto e pelo alcance excepcional. Nele tudo é superlativo, a começar pelo preço: custa cerca de 48 milhões de dólares e pode voar sem escalas entre Nova Iorque e Moscou ou São Paulo e Nova Iorque. Quem precisa de um Global? Pense em alguém que vai a um país estrangeiro, participa de uma reunião, toma uma decisão e volta para casa. Ou, simplesmente, alguém que, mesmo em deslocamentos curtos, goste de voar se sentindo na suíte de um cinco-estrelas. A imagem de xeques árabes vestidos a caráter e resfestelados nas largas poltronas reclináveis de um Global, e lavando as mãos em torneiras folhadas a ouro nos lavatórios, também vem à mente. Mas a Bombardier, muito zelosa da confidencialidade de seus clientes, não dá nome aos bois. Indagada por GoWhere a respeito de alguns compradores ilustres, Haley Dunne, coordenadora de relações com a mídia da Bombardier, respondeu: "Ficamos felizes com a reportagem de sua revista sobre o Global Express XRS como uma aeronave excepcional, com fantásticas autonomia de vôo e velocidade, ferramentas de negócios, bem como por sua grande flexibilidade de customização dos interiores, de acordo com o desejo de seus clientes. Dito isto, não revelamos nenhuma informação sobre nossos clientes ou seus países de origem". Ok, mas quem compra um avião desses não passa despercebido - às vezes, não quer passar despercebido. Há pouco, foi divulgado que, no processo de internacionalização da Companhia Vale, a empresa, que tinha um Embraer Legacy 600, adquiriu um XRS para dar mais agilidade e conforto a diretores que precisam atravessar o mundo para deslocar-se à China ou à Indonésia, onde fica sua mais nova mina. Aliás, o XRS pode levar de 14 a 19 passageiros, dependendo da configuração interna, de São Paulo a Jakarta, capital da Indonésia, com uma única escala. Sabe-se também que a versão mais curta da aeronave, batizada de Global 5000, foi a escolha do ex-piloto da stock car Xandy Negrão, dono do laboratório farmacêutico Medley, para seus deslocamentos.
POR DENTRO DA MÁQUINA
Um jato bimotor com uma cabine tão longa - 15 metros, que podem ser divididos em três compartimentos, como suíte-dormitório, sala de reuniões e poltronas - permite até as mais extravagantes configurações. E todo o luxo possível - inclusive as mencionadas torneiras folhadas a ouro. O freguês manda. Mas no caso das grandes corporações, o Global passa a ser uma filial aérea da empresa. Grandes negócios provavelmente são alinhavados a 15 mil metros de altura, a bordo desse jatão. Tempo não falta. O Global XRS pode voar até 11.390 quilômetros com um tanque de gasolina - o suficiente para se ir de Nova Iorque a Tóquio, direto, em pouco mais de 12 horas. Durante o vôo, os passageiros poderão usar o que existe de mais avançado em eletrônica e comunicação digital, além de itens de conforto de um hotel: TV por assinatura, internet, telefone por satélite, fax, forno de microondas, mini-refrigerador para bebidas, cd player e dvd player, mini-ducha para banhos rápidos, guarda-roupas compacto, etc. Todas essas facilidades e conveniências podem ser utilizadas e acessadas por tempo indeterminado e com a aeronave ainda no solo e com os motores desligados.
Apertem os cintos, o Global Express acaba de decolar para uma volta ao mundo com uma única escala.
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