 Business
Papo com o empresário - e recém-papai - Alenxadre Accioly Por Renata Fraga

O carioca Alexandre Accioly tinha uma relação difícil com São Paulo. A cidade fez de sua empresa de telemarketing, a Quatro/A, um case de sucesso - que despertou a atenção da Telefonica, que a comprou em 2000. Multimilionário da noite para o dia, aos 37 anos, ele se tornou então um multiinvestidor com enorme apetite por novos e variados negócios, do show business à gastronomia. Mas, enquanto viveu em São Paulo, Accioly tinha um ritmo de trabalho tão insano que sua relação com a cidade desandou. Jurou não mais voltar. Agora, aos 45, ele se prepara para retornar de maneira mais leve e prazerosa - embora suando a camisa. Hoje o megaempresário foca seus investimentos no setor de fitness e sua grife de academias, a A!Body Tech, está chegando a São Paulo de maneira grandiosa - ele está para fechar a compra de uma rede paulista de academias que serão reformadas e incorporadas à sua empresa. Accioly recebeu GoWhere em seu apartamento na Avenida Vieira Souto. Um carrinho de criança, motorizado, estava estrategicamente "estacionado" junto à porta. Era de Antônio, 2 anos, filho que teve com Astrid Monteiro de Carvalho - e que só há pouco se confirmou que era seu. Objetivo, ele vai avisando que o foco da entrevista é business e que não falará de sua vida pessoal. Mas Antônio chegou de repente, no meio da entrevista - e ele se transformou. Accioly começou a se soltar e outros assuntos - filhos, mulheres, casamento - vieram à tona. Muito já se falou de Alexandre Accioly: novo rico, empreendedor, empresário de sucesso, playboy, namorador. Mas o que se vê hoje nele, mais do que tudo, é o pai coruja.
Depois de vender a Quatro/A, em São Paulo, você jurou não mais voltar. Por que agora esse São Paulo II - A Missão?
Foram os piores cinco anos da minha vida: eu morava em hotel, trabalhava das 7 à meia-noite, não curtia São Paulo.
O café da manhã, o almoço e o jantar eram de negócios. Mas foi a partir de São Paulo que minha empresa explodiu para o Brasil. Então, se tenho a pretensão de crescer com um novo negócio pelo País, não dá para não pensar em São Paulo. Desde que voltei para o Rio, fiquei tentando arrumar um pretexto saudável e divertido para voltar a ter uma base paulista.
Sua relação com São Paulo agora é mais leve?
É uma cidade que adoro, com a qual me identifico e onde tenho muitos amigos. Agora tenho este equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Além do mais, os negócios em que estou investindo na cidade me atraem muito - são sinérgicos, prazerosos. Por exemplo, sou sócio do Luciano Huck, do Calainho e do Fernando Di Gênio, em uma empresa, a Dial Brasil, que tem duas rádios: a Mix e a Paradiso FM, no Rio. Tão logo a gente tenha oportunidade de conseguir uma freqüência, no dia seguinte desembarcamos em São Paulo com a Paradiso. Está para acontecer a qualquer momento. A Paradiso é líder no segmento adulto no Rio, uma rádio altamente qualificada. E há este novo projeto da
A! Body Tech, que é muito ambicioso.
Como você vê o negócio de fitness no Brasil?
Com o dólar a R$ 1,60, juros baixos e o excesso de dinheiro que existe hoje no mercado, as academias só não se profissionalizam e investem em infra-estrutura se não quiserem. Quando eu comecei com a A!Body Tech, o dólar estava na faixa dos R$ 3 e a gente investiu pesado. Quando comprei a primeira academia, a antiga Estação do Corpo, na Barra da Tijuca, tínhamos 400 alunos. Hoje, temos 26 mil alunos. E, no momento em que anunciarmos esta nova aquisição, que está muito bem encaminhada, passaremos a ser a maior rede de academias do Brasil, com 35 mil alunos. Em quatro anos, nossa meta é ter 110 mil alunos.
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