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De supermodel a supertop


Camila Finn, a primeira brasileira a vencer o Supermodel, constrói em pouco tempo uma carreira sólida e mostra que disciplina é a alma do negócio


Por Daniela Domingues

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ela desbancou inúmeras beldades no maior concurso de modelos do mundo. Camilla Finn, com apenas 13 anos, foi a primeira brasileira a vencer o Supermodel of the World, em 2005. Aí, mudou-se de Botucatu - sua terra natal - para Nova York, com seu pai e companheiro inseparável Rogério Finn, e sua carreira deslanchou. Ainda brincava de boneca, e já estampavam seu rosto em campanhas e editoriais de veículos como Vogue e Glamour italiana.

Hoje com 16 anos, Camila construiu uma carreira de "gente grande" e um patrimônio idem. Continua morando em Nova York com seu pai, trabalha quase incessantemente e, de forma muito disciplinada, somou a seu portfólio mais alguns importantes desfiles - Balenciaga, Cacharrel, Calvin Klein, DKNY, Kenzo, Lacoste, Gainfranco Ferré, Giorgio Armani, Hèrmes entre outros - e editoriais em revistas como L`Officel,

Dazed & Confused, revista W, Glamour alemã. Camila, como toda adolescente, está cheia de planos para 2009 - como desfilar nas grandes semanas de moda do Brasil e estudar Psicologia nos Estados Unidos.

Como foi a sensação de derrotar tantas modelos no Supermodel?
Não gosto de usar a palavra derrota. O termo em si me soa um tanto brusco. Na verdade, todas as candidatas tinham algo especial e naquele momento eu fui a que mais apresentou o que o universo da moda estava procurando. Fui a única brasileira a ganhar até hoje a etapa internacional, além da vitória no Brasil, o que me abriu muitas portas para o mundo da moda.

Sua carreira começou aos 13 anos. Como é conciliar a profissão com tudo o que uma adolescente gosta de fazer?
No começo foi bem difícil, morei em Nova York desde quando ganhei o concurso.
Embora meu pai estivesse comigo sempre, eu sentia muita saudade da minha família e dos meus amigos. Com o tempo, fui me acostumando a viver com isso.

Quando menina, já queria ser modelo?
Não. Foi meu pai que me inscreveu no concurso aqui no Brasil e depois fui representar o país lá fora... Para chegar na final do concurso em Nova York, venci mais de 8 milhões de candidatas ao redor do mundo.
Essa vitória mundial me fez ver com clareza meu potencial para a profissão.


Ainda quero ser capa da...
Todas as revistas importantes do mundo.

O que te inspira?
Meu pai, que largou a vida dele para que eu pudesse começar a minha. Eu sou muito jovem, acho importante ter a experiência de vida do meu pai num momento em que tantas situações adultas me cercam com relação à carreira, dinheiro, viagens e pessoas.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O que não pode faltar no guarda-roupa de uma top?
Calça jeans, camiseta, regata e salto alto.

Um perfume?
Musc, de Narciso Rodrigues. A fragrância é deliciosa.

Um lugar que ainda tem de ir?
Quero conhecer o Egito. É magnífica a idéia de circular por lugares onde há criações espetaculares, feitas numa era em que havia pouca tecnologia de construção comparando a hoje em dia e, no entanto, são obras monumentais.

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