Jack Vartanian
 Joalheiro pop
O designer de joias Jack Vartanian, libanês de origem armênia naturalizado brasileiro, produz peças que fazem brilhar os olhos das celebrities do mundo todo. Acaba de inaugurar sua loja em Nova York e a cada dia cresce o número de famosas que ostentam seu trabalho, como Gisele Bündchen, Cameron Diaz, Donata Meirelles e Natalie Klein Por Rosana Araujo
“Defino a alma de um designer de joias em duas palavras: inusitada e verdadeira”

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Cassia Ávila e Vartanian |
Membro de uma família de joalheiros, Jack chegou ao Brasil, com seus pais, aos três anos. Ele e seu irmão Ara, hoje também designer, cresceram em meio a pedras preciosas e diamantes, aprendendo a reconhecer na prática as melhores matérias-primas para joias, inclusive em viagens ao exterior e ao interior de Minas e Bahia, acompanhando os pais. A ourivesaria estava no sangue e naturalmente veio à tona: há exatos 10 anos, ele lançava a marca que levaria seu nome aos píncaros do jet-set internacional e aos pescoços, orelhas e colos de algumas das mulheres mais cobiçadas do mundo. Hoje, a milenar função do ourives tem nome chique: designer de joias. Qual seria o mundo de Jack? O designer brasileiro faz um estilo contemporâneo com releitura do clássico e apresenta em seu trabalho uma combinação da técnica da joalheria tradicional, na qual cada pedra é lapidada e finalizada a mão, com um arrojo marcante e inovador. “Minhas peças podem ser usadas em todas as ocasiões, formais ou não.
Meu público são as mulheres com atitude”, comenta Jack. Mas será que uma joia define a personalidade de uma mulher? Vartanain responde: “Não necessariamente, talvez ajude. Às vezes, a mulher não tem tanta atitude, se sente até tímida, mas consegue quebrar isso com uma joia, um vestido, um penteado, uma maquiagem.”
Como ele mesmo ressalta, todo o processo de criação de um designer de joias inclui diversas referências, como viagens, filmes, fotos, exposições... E ele não foge à regra. “O barato é você estar aberto e não determinar onde e quando buscar estas referências. Pois, quando faz isso automaticamente, fecha portas. O inusitado é sempre melhor.”
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