 Sem açúcar com afeto Por Celso Arnaldo Araujo Foto Chico Audi
"Adoro homens carinhosos, com alma feminina, a quem eu possa ligar no meio da tarde sem que ele esteja mal humorado"
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Lucilia com produtos Goodlight, agora em parceria com a Nestlé |
Você sempre diz que o método que fez você perder 60 quilos funciona para qualquer pessoa. Afinal, qual é o seu método?
É fazer um banquete com tudo o que está liberado, que é saudável e não engorda. Muita verdura, um pouco de proteína, um pouco de carboidrato. Cortei totalmente fritura e açúcar. Não entra açúcar na minha casa. E não uso azeite para temperar salada - é saudável, mas calórico. No lugar de duas colheres de azeite, eu como um pãozinho francês.
Mas esse não é um padrão comum à maioria das dietas?
A diferença está na quantidade de verduras, prato cheio, volume. No começo, eu chegava a tomar oito pratos de sopa de legumes por dia. Comendo nessa quantidade, seu organismo é saciado e ainda fica com um metabolismo muito mais ativo. Não tenho fome porque não paro de comer. É claro que, depois de 12 anos, meu organismo trabalha muito bem nessa sintonia. Não preciso mais me policiar. Mas isso demorou uns oito anos.
E você não é obsessiva por exercícios como o Abilio?
Não me considero obsessiva. Faço uma hora de caminhada todo dia e meia hora de musculação. O segredo para gostar de musculação é ter um bom personal, senão fica chato.
E a Lucilia anfitriã: você estabelece uma cota de festas por ano?
Minha casa vive de portas abertas. Toda segunda-feira, recebo amigos para jantar. E não imponho minha dieta. Dieta é como religião. Cada um tem a sua. Minha filha Manuela, que montou o bufê Duas Gastronomia, já sabe o que servir - fez a festa da Hebe. Festa em minha casa já era prazer e agora, com o bufê da Manoella, é ainda mais.
Fora o jantar das segundas, quantas festas por ano?
Gosto de dar uma no Natal, uma em julho. Gosto de celebrar o aniversário dos amigos, como o do Ricardo Almeida, ou eventos de amigos, como o lançamento do disco do Latino. Festa pra mim é prazer, é domínio completo da situação. A da Hebe foi uma exceção. Foi impecável, mas não pude curtir, porque quis proteger demais os convidados do cerco impiedoso da mídia. Talvez tenha sido a única festa que dei em que não me diverti tanto. Mas o objetivo maior eu alcancei: fazer minha amiga feliz.
Em festa a rigor, incomoda quando um convidado quebra o código?
Nem um pouco, se é meu convidado e está se sentindo bem.
Qual é o maior pecado de um anfitrião?
Não deixar o hóspede à vontade. Deve oferecer mimos que vão agradar àquele convidado, mas também deixá-lo respirar. Eu fazia rodadas de cartas às quartas-feiras e, em cada mesa, havia aperitivos e pratos que agradavam a cada um dos convidados. Um serviço personalizado. Isto faz parte da arte de receber.
Qual é sua relação com o envelhecimento?
Estou achando ótimo. Mas lembro sempre de um bobo da corte de uma das peças de Shakespeare, que disse ao rei: "Estou muito triste de envelhecer e não ficar sábio". Não é meu caso.
Você se acha melhor hoje do que aos 22?
Mas não tem a menor dúvida. Hoje, eu me amo.
Espera chegar aos 80 da Hebe e tão bem quanto ela?
Espero chegar a mais de 100. Mas o que a Hebe fez na Disney nenhum de nós aguentaria. Uma pessoa, como ela, que se sente útil e produtiva aos 80, não tem idade.
E a menopausa?
Eu tinha um certo preconceito contra reposição hormonal. Mudei de ideia quando conheci o Dr. Eduardo Tomioka. A exemplo da obesa, que é aprisionada num corpo que ela não quer, a mulher que sofre com a menopausa fica com o espírito da hiena do desenho animado: "Oh dor, oh vida". Para mim, a procura por viver bem é uma busca contínua.
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